O Necromante
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Por detrás do véu da incerteza,
Um olhar sinistro se camuflava,
Uma nuvem repleta de ardileza,
Que destinos vários sentenciava.
À sua volta, as rosas murchavam,
Os rios eram digeridos pela secura,
Os prantos populares ecoavam,
Cambaleando a dor em loucura!
Aquele vulto carreava brumas,
Semeava a escuridão do destino,
O baile das caveiras taciturnas!
O seu anúncio jazia melindroso,
E o seu ocultado portal do além
Era o mausoléu da misantropia!
Imagem retirada algures da Internet

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