Ovar, dizem-me que és...
(Poema livre da autoria de Laurentino Piçarra)
Ovar,
Dizem-me que és...
Berço-mãe das formosas varinas,
Pintora de azulejos coloridos,
Arquitecta de rústicos palheiros,
Produtora de um insigne pão de ló,
E ainda figurante de proa em cada cortejo carnavalesco!
Tudo em ti, Ovar, são devaneios artísticos,
Ventos de emoções
Expelidos pelo tridente do Deus Neptuno
Que assim populam pelas calçadas,
Convertendo as gentes à sua identidade.
Ovar,
Dizem-me que és...
Pescadora e mestre da Arte Xávega,
Musa sedutora de um vasto areal,
Princesa de um castelo esquecido,
Fiel protectora das genuínas lavadeiras,
Fonte angelical que sacia a turba popular!
E se o silêncio dos teus antepassados
Repousa no seio dessa tua paisagem discreta
Então o seu exemplo perdura pelos mortais,
Teus filhos, teus príncipes,
Teus infatigáveis guerreiros
Que farão renascer a tua mística a cada alvorada.
Foto da autoria de José Pinto (Olhares - Sapo)

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