Matemática de Vénus
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Manifestam-se os aromas dos teus lábios
Que se libertam nos teus múltiplos idiomas
Catequizando folhas dos meus alfarrábios
Repletos de mitos e primitivos axiomas.
Não que te revele a matemática sentimental
Os cálculos emocionais que me inculcas
Sempre que te prefiguras como mulher irreal
De um mundo beijado com que me sulcas.
O Paraíso existe, é humano e transcendental
Porque em ti, eu me transformo num templo
Onde o teu semblante é autoridade sacramental.
A nossa geometria corporal é um vitral lendário
Não tanto pelo vinho em que ambos nos saciamos
Mas porque a tua voz é música celta do imaginário.
Imagem meramente exemplificativa retirada de: https://formacao.cancaonova.com/

Sem comentários:
Enviar um comentário