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Nesta página electrónica, encontrará poemas e textos de prosa (embora estes últimos em minoria) que visarão várias temáticas: o amor, a natureza, personalidades históricas, o estado social e político do país, a nostalgia, a tristeza, a ilusão, o bom humor...
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Poema nº 160 - Menina dos Olhos Verdes
Menina dos Olhos Verdes
(Poema Livre da autoria de Laurentino Piçarra)
Menina dos olhos verdes,
Não, não és uma mera empregada
Desse café refinado e elegante
Onde convergem as soberbas elites
Que tentam ocultar o brilho da tua existência
Insinuando em vão a tua vulgaridade
Nesse meio, onde tu és o sol
E o resto são planetas obscuros
Que giram futilmente em teu torno
Num egocentrismo sacrílego
Que não se equipara à luz da tua magnificência!
A esses teus olhares de esmeralda
Acrescentas a brancura do teu rosto
Como uma rima perfeita do Criador
Que encerra um soneto de inspiração
Abençoando o teu nome sublime
A tua predestinação em partir corações
Só com uma simplicidade natural
Que não atraiçoa a tua fisionomia esplêndida!
Os teus cabelos negros e lisos
Descem até aos teus ombros
São colmos onde se abrigam os desejos ardentes mais indecifráveis
Rematando a conjugação perfeita
Que vai além do entendimento humano!
Diante desta indescritível obra de arte
Sim, eu tenho de acreditar em Deus,
No teu exímio escultor celestial.
Poema nº 159 - Saudoso Apeadeiro
Saudoso Apeadeiro
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Naquele apeadeiro, grassam recordações,
Estampadas em azulejos de nostalgia
Que retratam lendas, contos e emoções;
Labores de uma aldeia em harmonia.
O ancião pragueja contra o mau tempo,
Refugiado no mais modesto abrigo
Dessa paragem deflorada pelo vento,
Que sopra desde os campos de trigo.
O frio reaviva as memórias populares,
Desperta a essência da comunidade,
O orgulho nas suas raízes milenares!
E ali estava o velhinho desamparado,
Agastado com a veemente intempérie,
Nessa espera pelo comboio do passado.
Imagem retirada algures da Internet
Poema nº 158 - A Nuvem de Deus
A Nuvem de Deus
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Já fitaram hoje o céu misterioso,
Mergulhado por uma nuvem cinzenta,
Carregada de dor sobre o globo ocioso,
Essa parca criação que Deus lamenta?
Cambiaram a caridade pela corrupção,
Preferiram as hostilidades à paz
Aclamaram a vaidade e a ambição
Num egoísmo que ao homem apraz!
Nas ruas, a nuvem passa despercebida,
Todos ignoram o seu derradeiro enigma,
Fogem até das suas lágrimas guarnecidas.
O homem desvirtua o amor fraterno,
Aprovando a mentira do seu coexistir:
A ilusão de que o seu auge é eterno.
Imagem retirada algures da Internet
Poema nº 157 - O Necromante
O Necromante
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Por detrás do véu da incerteza,
Um olhar sinistro se camuflava,
Uma nuvem repleta de ardileza,
Que destinos vários sentenciava.
À sua volta, as rosas murchavam,
Os rios eram digeridos pela secura,
Os prantos populares ecoavam,
Cambaleando a dor em loucura!
Aquele vulto carreava brumas,
Semeava a escuridão do destino,
O baile das caveiras taciturnas!
O seu anúncio jazia melindroso,
E o seu ocultado portal do além
Era o mausoléu da misantropia!
Imagem retirada algures da Internet
Poema nº 156 - A Mulher dos olhos de cristal
A Mulher dos olhos de cristal
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
O teu vestido é o manto de Vénus
Que alumia o meu refreado coração
Vítima da monotonia dos invernos
Que ofuscam o apaixonante clarão.
Os teus olhos são cristais circulares:
Irradiam um azul tão belo e intenso
Brotam diamantes de eras milenares,
Reflectem o sol do teu rosto pretenso!
E diante desse teu encarar fugidio,
Fito o mel irrecusável dos teus lábios
Que porfiam corações remanescentes!
E se nessa tua voz de anjo celestial,
Escuto a deleitável melodia do amor,
Então o meu mundo vive na tua boca!
Imagem retirada de: http://123hdwallpapers.com/pt/women-model-face-portrait-pink-lips-blue-eyes-flower-headwear-hand-in-hair-bokeh.html#.VrYpIViLTIU
domingo, 20 de dezembro de 2015
Poema nº 155 - O Dilema do teu Moinho
O Dilema do teu Moinho
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Vi-te no moinho da eterna saudade,
Almejei deflorar os teus sentimentos
Mas fui vítima do rio da negatividade
Que me fundeou nos seus lamentos.
Almejei deflorar os teus sentimentos
Mas fui vítima do rio da negatividade
Que me fundeou nos seus lamentos.
Lembro-me da tua cara como do Sol,
Sinto-te desde que possuo coração,
Eras o meu porto, o mais belo farol,
O verbo que me negaria a perdição!
Sinto-te desde que possuo coração,
Eras o meu porto, o mais belo farol,
O verbo que me negaria a perdição!
Mas o impiedoso destino separou-nos,
Furtou-nos os nossos ardentes luares,
Os beijos rimados dos nossos olhares!
Furtou-nos os nossos ardentes luares,
Os beijos rimados dos nossos olhares!
Agora neste papel de "órfão" resignado:
Resta-me mirar o teu moinho guardião
Véu que oculta o teu tesouro desnudado!
Resta-me mirar o teu moinho guardião
Véu que oculta o teu tesouro desnudado!
Foto da autoria de Joaquim Rios
Nota-extra: Adoptei
o termo "órfão" (em vez de solteiro) porque me refiro também ao destino
frívolo que me havia sido reservado. Fui órfão dum destino que me fez
abandonar o amor...
Poema nº 154 - O Verdadeiro Sentido do Natal
O Verdadeiro Sentido do Natal
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
O Natal é magia que advém do amor,
É vento de paz que entra pelas janelas,
É neve rara que nos aquece o interior
É neblina fugaz que oblivia as querelas.
É vento de paz que entra pelas janelas,
É neve rara que nos aquece o interior
É neblina fugaz que oblivia as querelas.
É quadra que dispensa trajes de luxúria,
Prendas afilhadas do vil materialismo,
Ou mitos capitalistas como o Pai Natal,
Que nos seduzem para o mero cinismo!
Jesus nasceu no berço da humildade,
Na vontade de ajudar os carenciados,
No almejo de semear a generosidade.
A sua luz é parte intrínseca do altruísmo:
É a Estrela de Belém que a todos guiará,
Musicando na pauta natalícia notas solidárias.
Imagem retirada de: https://flawegmann.wordpress.com/
Prendas afilhadas do vil materialismo,
Ou mitos capitalistas como o Pai Natal,
Que nos seduzem para o mero cinismo!
Jesus nasceu no berço da humildade,
Na vontade de ajudar os carenciados,
No almejo de semear a generosidade.
A sua luz é parte intrínseca do altruísmo:
É a Estrela de Belém que a todos guiará,
Musicando na pauta natalícia notas solidárias.
Imagem retirada de: https://flawegmann.wordpress.com/
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