Ode a Rumi
(Poema Livre da autoria de Laurentino Piçarra)
Nessa noite solitária,
Bailavam as estrelas
Escutando a melodia do amor,
Viajavam os cometas
Dispersando a luz da sabedoria,
Dissipavam-se os buracos negros
Rendidos ou até cerrados
Pelo longínquo ecoar dos versos da Humanidade!
E nesse meu observar da mítica noite,
Vi como o Firmamento se achava lotado de diamantes
Que cintilavam sob a tumba do Mestre dos Poetas
Instalada numa terra turca a que chamam Konya!
Por ti, Maulana Rumi, hino de Deus,
O Universo conspirava pela harmonia,
Numa sintonia musical nunca antes sentida,
Numa dança astral extasiante!
E eu se fosse um dervixe ou um asceta sufi,
Seria discípulo fiel aos teus ensinamentos,
Lavaria a minha alma imperfeita,
Tornando-a pura e cristalina,
Na mais iminente ânsia de iluminação espiritual.
Mas eis que o Sol começa a emergir,
Despindo os segredos virgens da Lua
E coroando de uma radiante luz os vivos.
Mas na próxima noite,
O Universo voltará a ser teu,
Só teu,
Rumi.

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