A crença no seio da descrença
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Não vejo Deus, nem a bonança
Aguardo pelo sopro da mortandade
Porque a vida é uma soturna dança
Uma valsa renegada pela orfandade.
Visiono os astros do Firmamento
Filhos da absoluta escuridão eterna,
Desapaixonados pelo nosso sofrimento
Serão eles os corvos da Primavera!
Os prados se converterão em rochedos,
A Lua tratará de eclipsar o brilho do Sol,
A ilusão-mor será o paliativo dos medos!
Mas ainda assim, não abdicarei da crença
De uma luz superior que nunca desvanece
Mesmo não enxergando a sua omnipresença!
Gravura retirada algures do Google Imagens.

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