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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Poema nº 304 - A Matemática do Poeta-Peregrino


A Matemática do Poeta-Peregrino
(Poema livre da autoria de Laurentino Piçarra)


A poesia é a matemática da música!
Imbuída de uma essência infinita e milenar:
Adiciona sentimentos
Multiplica emoções
Subtrai a realidade exterior
Divide estados de alma,
E no fim de tudo,
Quando é bem sucedida
Encaixa o que há para encaixar!
Nem aludo sequer à métrica
Por vezes, opressora da inspiração!
Mas a rima é uma equação munífica
Em que duas palavras se abraçam
No final de diferentes versos
Para embelezar o resultado,
Com as suas derradeiras sílabas
A criar um som cruzado e majestoso!
Quando se começa um poema
Ninguém sabe como ele acaba
É uma operação matemática
Onde se quantifica todo o interior
Para procurar um resultado
Que só a cada um diz respeito!
Mas quando for eu a alcançar
A descoberta do significado musical
Da minha própria matemática íntima
Não me deixem ficar a cantar sozinho
Afinal, sejam letras ou números,
O Nirvana Intelectual é um "deus interior"
Que quando encontrado ocasionalmente
Na sua génese mais autêntica
Merece ser adorado em conjunto,
Até porque poucos o atingem,
Mesmo quando ele sempre existiu
Dentro de nós!




Imagem meramente exemplificativa retirada de: https://tinybuddha.com/blog/life-is-shaping-us-through-our-dreams/

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