Palácio dos sonhos destronados
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Num dia vi o teu magistral palácio
Mas não me quiseste na tua corte
Decidiste isso no teu ominoso prefácio
Porque não validaste a minha sorte.
Sorte de te sentir como uma planície
Onde poderia desafiar o tédio mundano
Respirando amor em vez de imundície
Acreditando no dom do teu planeta plano.
Mas esse fascínio logo se revelou infértil
Tu me deportaste para o reino da sombra
Cada palavra tua foi como um letal projéctil.
Chorei rios de mágoa, cedi à depressão
E tu continuaste fiel aos teus desígnios
Porque queres o que eu perdi na criação.
Imagem meramente exemplificativa retirada de: https://www.uckg.org/pt/trono-de-justica/

Sem comentários:
Enviar um comentário