A Saia da Lua
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
A saia gira indiscreta tecida de névoa
Fintando Ah Puch, deus maia da morte.
Que definiu destinos com uma régua
Mas que da Lua não celebrou consorte!
O modelo gótico da dama do Universo
Faz perfilar a sua diluvial presença
Imaculada diante do sonho perverso
Dançarina e juíza da nocturna sentença!
A saia é transparente, o rosto é branco
Mas o vestido que a camufla é negro
Ela assim se traja na alegria e no pranto.
A Lua já teve valentes apaixonados
A sua saia eleva a libido dos mortais
Converge e une amores destinados.
Imagem meramente exemplificativa retirada de: https://wallhere.com/

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