Poema da Chuva
(Poema da autoria de Laurentino Piçarra)
Todo o infortúnio será dirimido
Se me cantares
O poema da chuva
Enquanto eu durmo
Aposentado nas lides do Além.
Não quero rebrotar para a realidade
A tua melodia me basta
O teu beijo invisível é o cometa
Que percorre os céus
Da outra dimensão titânica
Onde me encontro.
Dirão que sonho sem limites
E me deixo levar pelos delírios
Ou pelo recanto misterioso.
Talvez tenha duas vidas
Uma de dia
Outra de noite
Mas isso pouco importa
Prefiro ser desatinado e alegre
Do que sóbrio e depressivo,
Afinal,
Somos nós que pintamos o mundo
Basta saber se temos a vocação
De o colorir
De viajar nele
Sem sairmos de nós próprios.
Imagem meramente exemplificativa retirada algures do Google

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