O Mausoléu da Seita Apocalíptica
(Poema da autoria de Laurentino Piçarra)
Havia um modesto cemitério ancestral
No exterior da vila insípida e mortificada,
Cuja comunidade deveras desnorteada
Aguardava pelo sopro do anjo da morte imperial!
Um mausoléu de tradição lendária
Emergia nesta necrópole do pavor!
À noite, descerrava-se o portal do horror,
Para asilar a irmandade temerária.
Através do vitral, viam-se elementos mascarados
Que perfilhavam movimentos ritualizados
Em torno duma divindade maquiavélica.
Vultos do nada e desprovidos de identidade,
Sedentos de magia oculta que lhes trespassasse poder,
Intentavam assim a descoberta da receita da iniquidade!
Ninguém os ousava enfrentar ou denunciar!
Misteriosamente, eles acabavam por se sumir,
E invisíveis, várias vidas humanas haveriam de triturar!
Este poema pretende ser crítico para com determinadas irmandades que existam neste mundo e que apenas servem para aprontar o mal ou defenderem os seus interesses.
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