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Nesta página electrónica, encontrará poemas e textos de prosa (embora estes últimos em minoria) que visarão várias temáticas: o amor, a natureza, personalidades históricas, o estado social e político do país, a nostalgia, a tristeza, a ilusão, o bom humor...

quinta-feira, 15 de março de 2018

Poema nº 265 - O Sol da Minha Galáxia


O Sol da minha Galáxia
(Poema livre da autoria de Laurentino Piçarra)


Tu, mulher singela
Que tingiste o teu cabelo
Com a cor do sol,
Eras na verdade o centro da galáxia,
O dogma da minha existência!
Tudo girava à tua volta:
Até eu, o teu modesto Galileu
Mente sábia despertada por ti,
Me rendi à tua graciosidade!
Não, não eras tu que contornavas a Terra,
Mas era sim a própria Humanidade
Que circulava em teu torno
Deixando-se iluminar pelo teu sorriso!
Foste uma descoberta da minha ciência
Uma verdade ousada e quiçá sagrada!
Mas por ti fiquei agora em pranto,
Chamem-lhe capricho ou obsessão:
Tu que eras o meu astro criativo
Rumaste para outro universo,
Como que um cometa na minha vida,
Sem uma derradeira palavra
Sem um sincero adeus!
E eu, na pele de Giordano Bruno,
Deixei que o meu coração ardesse,
Incessantemente,
Na fogueira ilusória do amor,
Fazendo com que as cinzas
Que davam corpo à minha ousada teoria
Se dispersassem pelos vales áridos
Com o vento a sepultá-las
No coração soturno de quem as semeou!




Imagem retirada de: https://pixabay.com/pt
(Adina Voicu)

1 comentário:

  1. Nota adicional para uma melhor compreensão do poema - Galileu - defensor da teoria do heliocentrismo (o sol no centro do mundo/galáxia e com a Terra a girar à sua volta) contestada anteriormente pela Santa Sé. Giordano Bruno - defensor de ideias semelhantes, condenado à fogueira pelo Santo Ofício.

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