As Cores da Existência
(Poema livre da autoria de Laurentino Piçarra)
Não sei quem considerou
Que o branco e o preto
Eram as cores mais vulgares
Desprovidas de chama apelativa,
Mas repudie-se tal dislate!
O branco e o preto são omnipresentes
Mesmo mantendo a sua simplicidade:
Não se gostam de maquilhar
Para agradar à sociedade hipócrita,
Não estão ali para fintar a realidade,
Mas para a exibir nua e crua,
E mesmo assim são as cores da moda
Que nos acompanham na existência!
Quantos não nasceram a ver uma luz branca?
Quantos não morrerão mirando a escuridão?
Não há cá lugar para meios-termos
Nem momentos para o acaso,
Ou é ou não é,
Sem fingimentos,
Sem ardis ornamentais,
Aceitando a frontalidade do porvir!
Imagem retirada do Google

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