Cataclismo em 2401
(Poema livre da autoria de Laurentino Piçarra)
Acordei em 2401
E vi o Apocalipse:
Oceanos de plástico
Paisagens reduzidas a desertos
Rios que secaram
Temperaturas caóticas,
E os recordes humanos
Que já não são tecnológicos
Mas antes cancerígenos!
De nada vale o arrependimento
O passado não volta.
O planeta outrora azul
Envelheceu
Ficou moribundo!
As suas rugas empestam
Por todo o solo,
E as suas lágrimas ácidas
Caem sobre o seu rosto apagado!
Tudo se vai perdendo
O ar contaminado
Espécies que se extinguem
Fábricas abandonadas
Homens-robots deambulam
Sem pátria, emprego ou casa.
A Terra foi vítima da ilusão
Daqueles que não cuidaram do jardim
Que nos tinha sido confiado.
Quisemos conquistar o Espaço
Porém foi um fiasco
Motivado pela arrogância!
Não há globos alternativos,
Não há uma saída,
Mas o que importa isso agora!
Se recuarmos quase 400 anos
E se lerem este poema de 2019
Deixem que vos avise:
Não viverão tal futuro trágico,
Esse presente envenenado
Ofereceremos aos filhos
Do amanhã!
A nossa herança é um cemitério
Que será o último lar da nossa negligência,
Mas eles, os vivos inocentes do futuro
Nunca terão saído sequer de lá!
Imagem retirada algures do Google

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