Barqueiro do Sado
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Inspiro-me a teu lado
Sou um mero barqueiro
Tu és o olímpico Sado
Água que rasga o nevoeiro!
Rebolo-me pelo húmido areal
E com a cana do coração
Lanço o anzol sofismal
Ao peixe da tua criação!
Entro incógnito no meu navio
As velas são lábios sedentos
Que anseiam pelo desconhecido.
O teu rio é um rumo de segredos:
Procuro o teu porto imaculado
Ritual final do prazer aromado.
Imagem nº 1 - Um cais presente no rio Sado.
Foto magistral da autoria de Aníbal Lopes na página "Olhares Sapo"

Sem comentários:
Enviar um comentário