No baloiço da indefinição futurista
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Naquela noite, variadas sombras oscilavam:
Vultos apressavam-se pelas ruelas da ousadia
Arbustos tremiam com a desconfortável ventania
E as Corujas, pressagiantes e temerárias, piavam!
Ali me encontrava a baloiçar na vincada escuridão
Disputada acerrimamente pelo penetrante nevoeiro
Que vaticinava futuras eras de maliciosa privação
Desprovidas de heróis e dum abençoado padroeiro!
Os lobos uivavam de modo ininterrupto e intensivo
Talvez flagelados pelos sintomas dum futuro tétrico,
Onde a solidariedade será engolida pelo ambiente repressivo!
Michel Nostradamus presenciou noites desta intrigante natureza,
Nas quais, o silêncio - revelador duma presumível e equitativa pureza,
Era abruptamente perturbado pelos maus augúrios das criaturas nocturnas.
Imagem retirada de: http://bruxasevampyros.blogspot.pt/2012/04/luz-e-trevas-pelo-blog-3-fases-da-lua.html

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