Duche Ardente
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Mimoseava-te como um peluche
Naquele dia florido de anarquia
Onde cultuava no matinal duche
O teu perfumado corpo de baronia.
Beijava as paredes do templo carnal
Enquanto o chuveiro não oprimia o fogo
Que propalava numa pauta imemorial
Cujas notas suaves, eu maestro, te rogo!
A água caía sem silenciar os gemidos
Que mistificavam rugidos de emoção
Em segundos de interminável duração.
Os vidros embaciavam-se de suspiros
De desenhos vibrantes e afrodisíacos
Como estrelas virgens de afáveis delírios
Imagem retirada de: http://amorevolupia.blogspot.pt/

Sem comentários:
Enviar um comentário