Saudade Floreal
(Soneto da minha autoria)
Perdi a visão quando desapareceste,
O meu amanhecer tornou-se sombrio
E agora derramo lágrimas de Saladino
Porque nunca mais me escreveste.
Não cheguei a confidenciar ao prado
A paixão que nutria pela mais bela flor:
Aquela que propalava um afrodisíaco odor
E que foragida me deixou neste estado!
Estou cego de amor na mais ínfima serra,
Onde tresandam ignóbeis lobos e raposas
Naquele vácuo apavorante que se encerra.
Continuo a andar, mas nada me faz parar,
Os sentimentos são de medo e ansiedade,
Mas caminharei eu para a caducidade?
Imagem retirada de: http://pt.hallpic.com/papel-de-parede/461318-paisagem_prado_verde_vista_aldeia/

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