Nevoeiros de Alma
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Descanso mas não me omito
Nestes devaneios periclitantes
Em que da nostalgia sou súbdito:
Brumas de alma desconcertantes!
Não sei qual é a filosofia mestra
Que nos prende à realidade terrena,
Sinto na chuva a indelével orquestra
Devoluta da almejada paz serena.
E todos os ideais ali se encriptam,
Mesmo que não os assimilemos
Porque algumas gotas nos atrofiam.
O dia solitário cede à melancolia
Mas até esta nos elucida no percurso
Como uma suave e tenra homilia.
Imagem retirada algures do Google

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