Amocracia
(Poema livre da autoria de Laurentino Piçarra)
No amor, não há domadores
No sexo, talvez,
Mas no amor, não pode haver:
Porque nas sarapintadas planícies
Que percorrem as suas aldeias
Há lugar para a variedade
Das cores das flores
Dos sons emitidos pelos ventos
Das árvores que bambaleiam entre si!
Não há qualquer relance de colonização
Ou de presunção em forma de betão
Males que confundem a construção
Com a corrosão dos padrões!
Nesses vales de felicidade
Não há prisões
Nem juízes
Nem falsas hierarquias.
As imperfeições abraçam-se
Solidárias e tolerantes,
Projectando um arco-íris de emoções
Digno da contemplação mútua!
Podem vir falsos profetas da paixão
Que não passam de faraós excêntricos
À frente de bigas de combate
Disparando flechas de submissão
Mas a Amocracia nunca desaparecerá:
Não perecerá diante da chantagem
E renascerá todos os dias
A cada minuto!
E quem doma quem?
Ninguém.
Imagem retirada algures do Google

Sem comentários:
Enviar um comentário