Uma Missiva
(Poema livre da autoria de Laurentino Piçarra)
Escrevo-te uma missiva
Não digo que a minha letra
Seja tão bela como a tua alma
Mas é espontânea e sincera
Tal como gostarias.
Sinto saudades de ti
Embora não possas escutar
Os meus cenobíticos anseios
A morte é mesmo assim
Ninguém escapa à sua saga
Não há indultos
Nem para os corações de ouro
Que salvam o nosso planeta
Com as suas missões diárias.
Mas a morte não subverte a gratidão
Não esqueço os mimos
O afecto que me concedeste
O teu lado bondoso,
Hoje sou parte de ti,
Mesmo que não o sintas,
Vives em mim,
Ainda me aconselhas
Diante dos perigos da vida,
Despeço-me com um grande beijo
Minha avó,
E que esta carta chegue ao céu
Depois aparece nos meus sonhos
Pelo menos,
Para dizer que a leste.
Poema escrito no Dia 1 de Novembro ("Dia de Todos os Santos") em memória da minha avó materna

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