A Catedral (Quase) Perfeita
(Soneto da autoria de Laurentino Piçarra)
Peregrinei até à Catedral do virtuosismo,
Prostrei-me perante Cristo crucificado,
Enquanto o canto do coro cadenciado
Libertava os fiéis do profundo abismo.
As pilastras sustinham a minha crença
Por vezes, rangiam fruto da incerteza
Absorvida pelos vitrais imbuídos de realeza
Que me liam salmos da divina presença.
Dos bancos de madeira ecoavam murmúrios
De homens que se redescobriram na luz
Após terem superado os ruins augúrios.
Mas havia algo que adormecia o encanto
Aquela opulência dourada exacerbada
Deixava o venerado Messias em pranto!
Fotografia da autoria de Tony Llewelly

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